Sonaca 200 chega para atender o sonho de instrutores e alunos

    Sonaca 200 a aeronave que promete revolucionar o mercado da aviação geral, um dois lugares desenhado e preparado para a instrução e o lazer. Custos mais baixos de instrução, fiabilidade e robustez estão no horizonte.

    Na edição de 2015 da ‘Aero Expo’ na Alemanha onde se comentava iria aparecer um competidor sério, europeu, no segmento de aviação geral, que construiria um aparelho ideal para as escolas e academias de todo o mundo.

    Competindo com a norte-americana Piper versão diesel, um monomotor económico, montado numa receita antiga, pesada, embora muito fiável.

    Vários projetos foram lançados ao longo dos últimos anos mas durante o difícil processo de certificação, tanto a FAA como a EASA não permitiram que a maior parte das aeronaves, sequer, saíssem dos hangares. Outras permaneceram como aviões experimentais.

    Enquanto isso escolas e academias de todo o mundo viam a sua frota a envelhecer, ou optavam por modelos novos, mais económicos, com estruturas em fibra, que deixam sempre a desejar em termos de robustez e custos de manutenção.

    searchOs modelos das aeronaves mais usados nas escolas e academias, os Piper e os Cessna, têm contra si motores pesados e desatualizados, embora extremamente confiáveis e dispendiosos para os padrões de hoje.

    Engenheiros do Grupo Sonaca, um respeitado construtor com 85 anos de história, fabricante de componentes estruturais para a Airbus, Bombardier, Embraer e Dassault, colocaram mãos à obra e convenceram a sua administração de que haveria mercado para um avião confiável, robusto e bem construído.

    Com uma grande pesquisa junto ao mercado, partiram para a mesa de desenho. Concluíram que para ser mais rápidos na colocação do avião no mercado teriam de encontrar um desenho maduro, num projeto que eles próprios pudessem desenvolver com o seu know-how. Encontraram na Africa do Sul, na ‘The Airplane Factory’, o parceiro ideal. A empresa detinha o desenho em fase avançada de um monomotor de dois lugares de asa baixa, e a sua maior ambição era voar o projecto que já estava praticamente armado.

    Formou-se então a empresa Sonaca Aircraft, cujos accionistas são o Grupo Sonaca e a ‘The Airplane Factory’, e de imediato a equipa teve acesso a um financiamento inicial de três milhões de euros para construir os primeiros modelos e avançar com a certificação EASA, que deverá verificar-se em 2017.

    Muitos cálculos tridimensionais e alterações de desenho foram feitas até que o primeiro protótipo estivesse pronto para voar. Mas não foi só no ar que o projeto mostrou a sua agilidade, ainda antes da sua demonstração e apresentação na ‘Aero Expo’ surgiram as primeiras encomendas provenientes de escolas na Bélgica, Reino Unido, Alemanha e França, num valor estimado de 3,9 milhões de euros.

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    Este sucesso comercial, não veio por acaso, acontece porque a equipa da Sonaca Aircraft liderada por Pierre Vanwetter fez questão de ouvir os clientes finais na fase de desenho e testes (que ainda decorrem). As escolas, os seus instrutores, mecânicos e, até mesmo, pessoal administrativo foram ouvidos. Nos primeiros voos a satisfação foi total, e assim chegaram as primeiras encomendas.

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