Uma comitiva de empresários aeroagrícolas acompanhou o Sindag na Audiência Pública sobre pulverização aérea e apicultura, realizada nesta segunda (dia 6) na Assembleia Legislativa de São Paulo. O encontro ocorreu à tarde e foi promovido pelo deputado estadual Padre Afonso Lobato (PV). O sindicato aeroagrícola foi representado pelo assessor jurídico Ricardo Volbrecht, que falou sobre a segurança e importância do setor aeroagrícola, abordando também sua regulamentação e qualificação.

O objetivo foi rebater os argumentos utilizados contra o setor, alguns deles completamente ilógicos. Como o que diz que apenas 1% dos produtos aplicados por aviões atingem as lavouras (inconcebível em uma realidade onde o defensivo é um dos principais custos da lavoura). Aliás, este é um dos argumentos na justifica do Projeto de Lei 405/2016, de autoria do próprio Padre Afonso e que pretende proibir a pulverização aérea de defensivos no Estado.

O projeto 405/2016, assim como o PL 406/2016 – que pretende proibir a comercialização em SP de produtos com Clotianidina, Tiametoxam e Imidaclopride, foram, na realidade, o foco da Audiência Pública.

ENTIDADES

A comitiva do Sindag esteve acompanhada também de representantes do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA). A Audiência teve a presenta também de representantes do Sindicato nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) e da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), que também falaram sobre a importância da aviação para a agricultura do Estado e as iniciativas que reforçam a segurança do setor.

O Sindiveg apresentou ainda o projeto Colmeia Viva, que é realizado em São Paulo e garante a proteção das abelhas promove a troca de informações e ações de manejo entre agricultores e apicultores. O encontro também teve a fala do professor João Paulo Cunha, da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e um dos coordenadores do programa Certificação Aeroagrícola Sustentável (CAS).

“Tivemos um debate em um bom nível e acho que conseguimos esclarecer vários pontos sobre o setor. No entanto, temos que seguir monitorando o andamento do tema”, ressaltou Volbrecht, lembrando que representantes das entidades contrárias ao setor insistiram em relacionar a aviação aos problemas genéricos de mau uso dos produtos nas lavouras. “Mas foi importante a presença de entidades parceiras e a mobilização dos empresários locais, além do SNA.”