Redução da tributação seria favorável à demanda por transporte aéreo

 

Um estudo inédito da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR), com a colaboração da GO Associados, mostra que o transporte aéreo contribui com 3,6% da produção total de São Paulo, ou o
equivalente a R$ 120 bilhões. Nesse valor, estáincluída a receita das companhias aéreas (transporte de passageiros e cargas) e de seus fornecedores, mais o turismo viabilizado pelo setor aéreo. Também entra na soma o consumo familiar dos trabalhadores que integram essa cadeia. A parcela é superior à contribuição do setor medida no plano nacional, estimada em 3,1% do total da produção brasileira.

Além disso, a aviação e os setores que ela impulsiona geraram 2,4 milhões de empregos em São Paulo em 2015, com o pagamento de quase R$ 22,2 bilhões em salários. O setor aéreo contribui também com a arrecadação de R$ 9,7 bilhões em impostos no estado.

O estudo tem como objetivo medir o impacto da aviação na economia nacional e em todos os estados brasileiros, mais o Distrito Federal. O levantamento tem como base o ano de 2015 e usa fontes públicas, tais como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

Em termos relativos, para cada R$ 1 que a aviação adiciona à produção econômica do estado, R$ 3,4 são gerados em produção na cadeia do turismo catalisado pelo modal de transporte. No tocante aos empregos, para cada posto de trabalho ocupado na aviação, 5 outras pessoas são contratadas no turismo derivado de São Paulo.

“Olhando dessa forma fica bem fácil perceber como estímulos ao setor aéreo se espalham e se multiplicam pela economia. Aqui mostramos esse efeito multiplicador no turismo, mas essa mesma lógica vale para outros setores, como o de comércio, para não falar nos benefícios de uma maior conectividade doméstica e internacional. A aviação tem essa característica de criar e reforçar ciclos virtuosos de desenvolvimento”, explica o presidente da ABEAR, Eduardo Sanovicz. 

Cenário

A publicação Voar Por Mais Brasil – Benefícios da Aviação, que contém o estudo, traz não somente os dados dos impactos econômicos do setor, mas apresenta também o quadro de fatores sociais e econômicos que facilitam ou dificultam a oferta de transporte aéreo nas localidades, condicionando assim os resultados verificados.

São Paulo contribui com 28,57% do total de embarques anuais em voos domésticos, parcela inferior à participação de sua economia na produção brasileira, de 33,18%. A quantidade de viagens aéreas entre os paulistas é de 0,62 embarque por habitante, superior a média do país, de 0,47.

São Paulo, como detentor da maior economia da federação e um dos estados mais densamente povoados, figura como o grande centro da aviação nacional. Em consonância com uma estrutura produtiva que se utiliza intensamente dos atributos do transporte aéreo, os dados tanto da atividade cargueira como da movimentação de passageiros são muito expressivos. Mais de 55% da carga aérea doméstica e internacional do país é embarcada no estado. A penetração do transporte de passageiros é 30% superior à média nacional.

“Diante de tal papel no contexto da aviação nacional, a tributação sobre o combustível de aviação em São Paulo, feita pelo teto, encarece custos operacionais e preços, impactando todo o sistema. Em São Paulo, como presumível, a aviação em relação à produção econômica estadual apresenta números absolutos muitíssimo expressivos e detém uma participação do total consideravelmente acima média brasileira. Os benefícios sociais e econômicos gerados pelo setor de forma direta e indireta são destacados e repercutem em âmbito nacional”, afirma Maurício Emboaba, consultor técnico da ABEAR.

Brasil

A aviação brasileira contribuiu com 3,1% da produção total do país, ou o equivalente a R$ 312 bilhões em 2015. Ao todo, foram gerados 6,5 milhões de empregos, com o pagamento de R$ 59,2 bilhões. O transporte aéreo também respondeu pela arrecadação de R$ 25,5 bilhões em impostos.

Segundo o levantamento, tomando como exemplo os números nacionais, para cada R$ 1 que aviação gera como produção econômica direta, são gerados R$ 5 em produção no turismo viabilizado pelo modal. Se olharmos para as ocupações, para cada profissional contratado pela aviação, mais de oito postos de trabalho são amparados no turismo catalisado.

A íntegra do estudo pode ser acessada no link: https://goo.gl/yr23zi

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