No Dia Nacional da Doação de Órgãos, companhia contabiliza mais de mil órgãos transportados por todo Brasil; capilaridade da malha é um dos fatores para os números expressivos 

Servir, servir, servir. A missão da Azul se faz presente todas as vezes que um voo da companhia é utilizado para transportar um órgão para uma cidade do país. No Dia Nacional da Doação de Órgãos e Tecidos, celebrado nesta quarta (27), a empresa comemora a marca de aérea que mais carrega vidas e esperança pelo Brasil. Somente no mês de agosto deste ano, a companhia transportou mais de 400 órgãos, quase metade do total carregado por outras empresas e por aviões oficiais. Já ao longo de 2016, 4.512 órgãos foram transportados por aeronaves oficiais e comerciais, sendo 33% desse total levados pela Azul.

Os dados da Central Nacional de Transplantes (CNT), instituição vinculada ao Ministério da Saúde, demonstram que a Azul abraçou a missão de garantir que órgãos e tecidos cheguem ao seu destino com integridade e rapidez. Foi com esse entendimento que a companhia levou até o Recife um rim, que foi responsável por salvar a vida de Wilza Teresinha, de 45 anos. A moradora de Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste de Pernambuco, estava na fila há três anos e recebeu o transplante há dois meses. A notícia de que a longa espera tinha acabado chegou no dia 4 de agosto deste ano, quando ela estava a caminho de uma festa. Sem saber, Wilza foi submetida ao transplante com o órgão transportado pela Azul e hoje está em fase de recuperação.

“Eu passei mal praticamente todos os dias por quase três anos. Lembro que quando recebi a informação de que tinha chegado a minha vez de operar, eu quase desmaiei. Hoje, graças a Deus, estou me recuperando e respondendo bem ao tratamento”, conta Wilza.

O transporte de órgãos por via aérea é resultado de um termo de cooperação entre a União, as companhias aéreas e a Força Aérea Brasileira. Desde que chegou ao mercado em 2008, a Azul aderiu ao acordo e se compromete em ser a ponte que une doador e receptor. Para a diretora de aeroportos da companhia, Elisabete Antunes, o trabalho da empresa junto à Central Nacional de Transplantes está alinhado com a missão da Azul.

“Temos como missão ‘servir, servir, servir.’ Nós atendemos aos nossos Clientes, transportamos cargas, mas também temos uma oportunidade única de contribuir com a sociedade de outra forma. Levar esses órgãos é um compromisso nosso, ao qual nos dedicamos plenamente”, destaca Elisabete.

Nove em cada dez órgãos que viajam pelo céu do país são transportados em voos domésticos. A ampla participação da Azul nesse transporte tem ligação direta com a extensa malha da companhia. A empresa opera voos comerciais em cem destinos nacionais, o que permite levar órgãos e tecidos para cidades do interior onde só a Azul atua. Elisabete Antunes destaca a importância da capilaridade da malha da empresa, mas destaca outro fator relevante para o sucesso dos transplantes que salvam vidas.

“A capilaridade da nossa malha ajuda muito, mas acho que existe um fator humano muito importante. Todos os nossos tripulantes, que lidam diretamente com a embalagem que contém o órgão, sabem da importância e da responsabilidade desse trabalho. Eles estão sempre preocupados com o zelo desse material, para que ele possa, de fato, chegar ao seu destino final e salvar a vida de uma pessoa”, ressalta a diretora de aeroportos.