Paralimpíada: Galeão enfrenta desafio de embarcar 830 cadeirantes num só dia

    Nesta segunda-feira (19), volume de passageiros que usam cadeiras de rodas será 13 vezes a média diária registrada pelo terminal. Cerca de 50 mil pessoas devem embarcar no aeroporto neste dia

    fdae0a4a-3abf-495e-a97e-de081d381ca8O aeroporto internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, vai registrar nesta segunda-feira (19), um dia após o encerramento dos Jogos Paralímpicos Rio2016, o maior volume de passageiros cadeirantes da história da operação aeroportuária do País. A estimativa é que 830 viajantes que fazem uso de cadeiras de roda embarquem no Galeão, número treze vezes maior que a média de um dia comum no aeroporto.

    Já o número total estimado de Passageiros com Necessidade de Assistência Especial (PNAEs) deve chegar a aproximadamente 3,5 mil pessoas. Destes, 2,9 mil devem realizar os procedimentos de check-in em um “mini aeroporto” ativado na Vila Paralímpica. Serão 75 estações de check-in remoto funcionando de domingo (18) a terça-feira (20). A expectativa é que cerca de 14,5 mil volumes de bagagem sejam despachados diretamente da Vila para o Galeão somente na segunda-feira (19). O recurso, exclusivo para atletas e membros de delegações, contribui para dar celeridade e fluidez no processamento de bagagens e encaminhamento de passageiros ao aeroporto. A estimativa é que 60% dos moradores da vila utilizem a estrutura.

    Os passageiros estarão voltando para casa após participarem da primeira edição do evento na América do Sul. Em 11 dias, cerca de 4 mil atletas de 90 países estiveram em mais de 500 disputas por medalhas em 23 modalidades esportivas. No pico de saídas dos Jogos Paralímpicos – esta segunda-feira, dia 19 –, aproximadamente 50 mil pessoas devem embarcar no aeroporto do Galeão para destinos nacionais e internacionais, segundo estimativa do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil.

    Foto: Portal Brasil 2016Fluxo de Passageiros com Necessidade de Assistência Especial (PNAEs) é estudado desde 2011 pela Secretaria de Aviação Civil

    De acordo com o diretor de Gestão Aeroportuária do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Paulo Henrique Possas, o encerramento dos Jogos Paralímpicos “é o símbolo da humanização de um setor como um todo, uma data-marco sobre os novos padrões de conforto e agilidade, com integridade e segurança, das instalações de acessibilidade dos aeroportos. É o principal progresso que alcançamos em matéria de prestação de serviços cada vez mais inclusivos”, define.

    ACESSIBILIDADE DO SOLO AO CÉU – A preparação dos aeroportos para a megaoperação especial do setor durante a Rio2016 tem na acessibilidade um capítulo à parte. Para a criação de fluxos e procedimentos especiais para Passageiros com Necessidade de Atendimento Especial (PNAEs), a Secretaria de Aviação Civil estudou e realizou uma série de testes práticos, visitas técnicas e intercâmbios de conhecimento, de forma a oferecer um legado permanente ao País.

    Fizeram parte dessa preparação a análise de experiências internacionais como a dos Jogos Parapan-americanos de Toronto/2015; a realização de seminários para troca de experiências entre os aeroportos em preparação para os Jogos Rio 2016; além de simulados reais para testar as operações de embarque, desembarque, fluxos e procedimentos aeroportuários nos principais aeroportos do evento (como os eventos-teste de bocha paralímpica e rúgbi em cadeira de rodas).

    No caso do Galeão, aeroporto-referência dos Jogos, os investimentos para garantir um receptivo de excelência a esse público passam por entregas de infraestrutura, qualificação no atendimento e serviços especializados para Passageiros com Necessidade de Assistência Especial (PNAEs). De acordo com a operadora Riogaleão, isso inclui filas preferenciais para atletas em todos os canais de inspeção, a fim de agilizar os procedimentos de fronteira para todos os passageiros; mobilização de equipes capacitadas para comunicação em Libras, além da disponibilidade de equipamentos como plataformas elevatórias.

    Outros diversos procedimentos e medidas de acessibilidade foram adotados nos 9 principais aeroportos envolvidos na operação da Rio2016, para que o passageiro seja recebido da maneira mais confortável possível, sem abrir mão da segurança e da integridade de passageiros e bagagens transportadas. Além da manutenção de regras existentes e já em vigor – como o atendimento prioritário no check-in, raio-x e embarque –, foram implantadas novas medidas que vão do meio-fio do aeroporto à porta da aeronave.

    O resultado desse trabalho intensivo, em todo o País, deu origem a um novo padrão de conforto e atendimento humanizado nos aeroportos brasileiros. Para o diretor Paulo Possas, “o tratamento e a atenção do setor às demandas da sociedade representam um novo momento do transporte aéreo no País”, finaliza.

    AVIAÇÃO NA RIO 2016 – O setor de aviação é pioneiro na atenção ao atendimento humanizado à pessoa com deficiência. Desde 2012, os aeroportos passam por um amplo processo de revisão e adequação de normas, com base em experiências internacionais; e de transformação de infraestrutura, para que os terminais sejam um espaço de inclusão, onde cada passageiro seja respeitado na sua diferença. O Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil avalia que um dos principais legados da operação especial dos aeroportos para os Jogos é o novo patamar de serviços de acessibilidade, construídos após longo do processo de planejamento para o evento.

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