ENGENHEIRO DEIXA BANCO E INVESTE R$ 65 MILHÕES PARA FABRICAR AVIÕES

    Milton Roberto Pereira trabalhava em instituições financeiras há quase 40 anos, mas mudou de carreira para investir em uma de suas paixões

    engenheiro mecânico Milton Roberto Pereira, 60 anos, trabalhou por quase 40 anos no mercado financeiro.

    Quando resolveu deixar o setor, aos 55, recebeu uma proposta que o conduziu a uma velha paixão, os aviões. “Vieram algumas ofertas de investimento. Uma delas era da Indústria Paulista de Partes e Aeronaves (Inpaer).

    Como eu já tinha um avião, estudava bastante esse mercado e até tinha um desenho estratégico nacabeça, acabei entrando no negócio”, afirma o empresário.

    Milton Roberto Pereira, presidente da Octans Aircraft (Foto: Divulgação)
    Milton Roberto Pereira, presidente da Octans Aircraft (Foto: Divulgação)

    Em junho de 2013, Pereira comprou um terço de participação na Inpaer – que  fabricava aviões experimentais, que são aeronaves de circulação restrita que não passam por homologação do poder público – e resolveu dar um novo rumo ao negócio. “Decidimos migrar para a aviação homologada de pequeno porte. Para isso, tivemos que investir fortemente na profissionalização e no processo de governança da empresa”, diz o engenheiro.

    No total, os investimentos foram de R$ 65 milhões.

    O investimento foi usado para modernizar a fábrica da empresa em São João da Boa Vista, interior de São Paulo, e adquirir novos recursos tecnológicos e profissionalizar a equipe.

    Atualmente, 60% dos funcionários da fabricantes de aviões têm curso superior, incluindo 30 engenheiros de diferentes especialidades. “Quando se parte para a aviação homologada, a sua estrutura tem que ser muito mais sofisticada, pois é obrigatório cumprir uma série de regras e exigências das reguladoras”, explica Pereira.

    O passo mais recente dessa modernização com foco no mercado internacional foi a mudança de marca: a Inpaer se tornou a Octans Aircraft, marca que já foi registrada em outros países, como Canadá, Estados Unidos, China e também na União Europeia.

    A primeira aeronave da empresa, que internamente é chamada de 300-A, mas que ganhará um novo nome até o lançamento, começará a ser vendido em janeiro de 2018. Com até cinco lugares, esse avião irá atender o mercado de agronegócio e aviação executiva.

    Pereira, que hoje é sócio majoritário da Octans Aircraft, com 90% do negócio, planeja que até 2030 a empresa tenha três aviões homologados para vendas.A capacidade atual de produção da fábrica é de 4 aeronaves por mês, mas novos investimentos serão feitos para aumentar a produção. Para isso, a empresa deverá ter a  entrada de novos sócios brasileiros e extrangeiros.

    Fonte: PEGN

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