Investir em empresas menores como fornecedores, pode ser uma saída para as organizações

A maneira de se fazer negócios tem mudado com o passar do tempo. Hoje é necessário preparação e competência para fazer um acordo justo e que beneficie os envolvidos. Para facilitar este processo, grandes organizações têm investido em pequenas ou médias empresas, e até mesmo estimulado novos empreendimentos, para que consiga materiais de qualidade, com um custo mais baixo.

Na Industria Aeroespacial brasileira a Embraer tem desenvolvido inúmeras parcerias com empresas de pequeno e médio porte, estimulando o desenvolvimento de novas tecnologias, processos de produção e garantias de fornecimento, além de outros ganhos de estimulo para todos os participantes.

O estimulo a inovação nestes momentos, surge como uma alternativa muito interessante, pois é a partir desta decisão que a empresa pode ganhar um espaço no mercado, ainda não explorado. “As grandes empresas estão buscando alternativas para estimular a inovação. Uma delas são os spin-offs, projetos inovadores que surgem dentro de uma grande empresa, porém, acabam ganhando uma identidade própria por meio da constituição de uma nova empresa. Sendo que esta está ligada a organização de origem, mas com maior autonomia para desenvolver seus projetos”, afirma Erlon Labatut, professor de empreendedorismo do ISAE – Escola de Negócios.

Outra forma de estimular novos negócios é por meio das startups. Por este canal, é possível criar um novo mercado, além de ter soluções inovadoras para a própria empresa. “O apoio pode surgir de diversas formas, não necessita ser investindo dinheiro, mas pode acontecer através da promoção de eventos de programação e de capacitação”, coloca Labatut.

A relação entre fornecedores acaba sendo diferente quando há essa aproximação de uma grande empresa. Assim, o empreendimento que está surgindo, ou crescendo, acaba tornando-se uma importante parceria para quem está investindo. Uma das vantagens são novas soluções desenvolvidas especialmente para aquela empresa. “Normalmente não existe uma exclusividade, mas a preferência de ter acesso primeiro pode ser um diferencial relevante em um cenário de rápidas mudanças como o que vivemos hoje. Em algumas situações a grande empresa atua como uma investidora adquirindo parte da startup”, finaliza Labatut.

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