*Por John Mackenzie

Muito se tem falado sobre uma nova geração de colaboradores que não apenas busca uma vaga no mercado, mas que leva em consideração o posicionamento das empresas, seu impacto na sociedade e a valorização do bem-estar dos funcionários. No Brasil, por exemplo, essa é a realidade de 69% das pessoas, segundo a pesquisa The Future of Work organizada pelo ADP Research Institute. Para essa fatia de profissionais, trabalhar em companhias nas quais identifiquem algum significado é uma das necessidades mais importantes para seu futuro profissional.

Uma empresa que respeita a diversidade em seu quadro de colaboradores, que apoia e incentiva ações sociais, que fala abertamente sobre sua contribuição com o meio-ambiente e com o bem-estar das pessoas, colabora para o “brilho nos olhos” daqueles que estão à procura do “emprego ideal”.

“Os jovens hoje em dia me surpreendem muito e, cada vez mais, observo que para eles é altamente relevante os valores profissionais estarem alinhados com os pessoais. E não faz sentido trabalhar em algum lugar em que não seja possível gerar esse alinhamento, até porque quando se perde esse valor, fica difícil levantar para ir trabalhar. E essa é a grande questão: cada vez mais as empresas têm que ter esses valores e o importante é que eles não sejam ‘fake’”, comenta Deborah Abi-Saber, gerente Nacional de Recursos Humanos da Red Bull, durante Summit O Futuro do Trabalho, realizado pela ADP no início de novembro.

Luciana Caletti, CEO e co-fundadora do Love Mondays, também presente no evento, lembra que, muito além de divulgar seus produtos e serviços, a empresa tem que fazer uso do Marketing para mostrar seus valores. E isso reflete diretamente na área de Recursos Humanos.

“O Marketing evoluiu de sua era funcional. Saiu do ‘sabão que lava melhor’, passou pelo Marketing emotivo, o do ‘sabão que dá uma sensação de conforto’, e chegou ao Marketing de propósito, com o ‘sabão que salva o mundo e que não polui o rio’. Hoje se fala muito em propósito e esse caminho chega ao RH. A empresa que conseguir engajar o profissional dessa forma conquistará um impacto que maior que os próprios benefícios ou salários”, afirma.

Desta maneira, além de engajar novos talentos, empresas com metas alinhadas às de seus colaboradores trazem mais significado e propósito aos seus objetivos pessoais, e contribuem para a retenção e o engajamento desses profissionais.