BASF reúne clientes para apresentar novas possibilidades para a indústria, mas esquece do futuro do mercado de trabalho.

    Ralph Schweens, Gianna Sagazio , João Carlos Basílio e Rodrigo Bocardi.

    O debate inicial teve (na ordem da foto)  Ralph Schweens – presidente da BASF América do Sul,  Gianna Sagazio – Diretora de Inovação da IEL/ CNI (Confederação Nacional da Indústria), João Carlos Basílio – Presidente da ABIHPEC (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos), Indústria) e mediado pelo Rodrigo Bocardi.

    Nós da Aviação e Mercado, ficamos muito honrados em ser convidados para o evento da BASF que reuniu mais de 220 convidados na Casa Bossa, no dia 22/03/2017, em São Paulo, para apresentar suas soluções e mostrar como a companhia pode atender às mais diferentes necessidades das indústrias, abrindo oportunidade para novos negócios e parcerias. Com seu portfólio diversificado de mais de 8 mil produtos com 60 mil aplicações, que pode ser combinado de diferentes formas, a BASF consegue atender aos mais diversos segmentos. Para estabelecer essa conexão na apresentação, foram reunidas as soluções em quatro setores: Transporte (aviação), Construção, Higiene e Saúde e Energia e Recursos.

    Para nós ficou evidente o quanto a BASF está presente no dia-a-dia das pessoas, tem cor, tem água potável, tem alimento na prateleira, tem transporte, tem higiene pessoal e muitas outras coisas, em grande maioria tem BASF. No mundo da aviação tem muito mais Basf do que imaginamos, e isso iremos contar aos poucos em nossos conteúdos futuros da Aviação e Mercado.

    “O evento teve a intenção de ampliar o conhecimento sobre as possibilidades de negócios que a BASF pode oferecer. Essa estratégia tem sido uma ferramenta importante para alavancar novos negócios”, afirma Antonio Carlos Lacerda, vice-presidente sênior de Químicos, Produtos de Performance e Sustentabilidade da BASF para a América do Sul. “Também temos o trabalho diferenciado de desenvolver, contribuir e cocriar junto com nossos clientes e parceiros no desenvolvimento de produtos e soluções inovadoras e sustentáveis”, explica.

    “Nós transformamos a química para um futuro sustentável” é um dos princípios estratégicos da empresa para entregar valor por meio de soluções amigáveis ao meio ambiente. Nesse sentido, a BASF é uma das pioneiras no desenvolvimento de produtos que aliam alta performance ao baixo impacto ambiental. Em 2016, a empresa investiu, globalmente, quase €2 bilhões em pesquisa e desenvolvimento (P&D) em todos os negócios, com mais de 10 mil colaboradores atuando exclusivamente em inovação.

    “A população da Terra deverá aumentar para 9 bilhões até 2050. Se não mudarmos nossa relação com o consumo, em 2050 a demanda por recursos será três vezes maior do que o planeta pode fornecer. Temos o desafio de satisfazer as necessidades de uma população em expansão e acreditamos que a química pode servir como um facilitador, fornecendo soluções inteligentes”, diz Lacerda.

    Para nós ficou evidente que a empresa é líder em atuação por estar antenada no que tem de mais e melhor em tecnologia e evolução de produtos. A segurança e a sustentabilidade ambiental são evidentes e marcantes na empresa. Mas o fator humano, no quesito, futuro do mercado de trabalho não ficou muito claro no evento.

    Em todo o debate mediado pelo Rodrigo Bocardi ficou muito evidente a preocupação em demonstrar as qualidades dos produtos, a liderança tecnológica da BASF e o retorno financeiro que pode ser gerado aos clientes da empresa, entendemos porque o evento tinha essa finalidade, mas o quesito pessoas, em especial o futuro do mercado de trabalho que está a cada dia mais reprimido pela evolução tecnológica ficou em aberto, nada foi mencionado.

    No final do debate tivemos a oportunidade de perguntar aos participantes da mesma, o que eles tem de resposta para o futuro negro do mercado de trabalho, onde, nas próximas três década teremos 9 bilhões de pessoas no mundo para ocuparem 3 bilhões de postos de trabalho, ou seja, teremos 6 bilhões de pessoas a deriva.

    A resposta resumida é, não temos resposta, não sabemos como será, estamos em um momento de estudo e definições de como será o perfil do futuro profissional.

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    Ouvir isso de líderes de grande relevância que estavam compondo a mesa de debate foi preocupante. Porque se nossos lideres empresariais não sabem para onde estão levando o futuro do trabalho da humanidade, fica muito evidente que temos que agir e colocar esse tema em primeiro lugar em qualquer debate. Um novo arranjo social global clama que seja iniciado e, aliás, já deveria estar na pauta dos lideres e com resultados a apresentar, estamos muito atrasados.

    Sou um apaixonado por tecnologia, a Aviação e Mercado só existe graças a ela, mas isso não pode sobrepor o futuro humano. As milhares de startups que temos ao redor do globo terrestre estudando novas tecnologias precisam, da respostas  como vão repor a renda das pessoas que estão perdendo os postos de trabalho tomado por essas invenções. Falta responsabilidade humana em muitas delas.

    No momento atual o homem luta contra ele mesmo para substitui-lo por tecnologias, muitas dessas são bem vindas porque evolui a vida humana e o bem estar, principalmente as voltadas para saúde e segurança alimentar. Mas estão esquecendo de que sem renda, as invenções não terão como ser utilizadas e suportadas financeiramente. O mundo capitalista em que vivemos depende de renda e não apenas de tecnologia.

    Para não ser tão pessimista no fechamento desse artigo, imaginamos que esses mesmos lideres que tem a competência de evoluir os produtos da forma como estão, farão o mesmo com a evolução da sociedade, apenas coloca-la no centro dos debates, falar mais de pessoas e sua evolução e menos de retorno financeiro, esse retorno vem automático se tivermos uma sociedade que tenha trabalho e remuneração. Não estamos falando aqui de grandes salários, apenas o mínimo necessário para uma vida digna. Se a carga tributária está pesada como foi mencionada no debate, muito mais pesada ela ficará e não adianta brigar com o governo. O Governo não produz nada, apenas arrecada e gasta mal. Tecnologias para melhor controle e distribuição desses impostos precisamos para ontem, nisso estamos muito atrasados, sem entrar no mérito do caráter político atual.

     

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