Associação de pilotos rebaixa nível de segurança do espaço aéreo brasileiro

    Em comunicado divulgado nesta terça-feira (26), a Associação Internacional de Pilotos, Ifalpa (International Federation of Air Line Pilot’s Association), rebaixou a nota de segurança do espaço aéreo brasileiro devido à grande quantidade de balões soltos no país.

    Uma das principais consequências da nova classificação é o aumento do valor do seguro exigido para empresas áreas, o que pode desestimular companhias estrangeiras a voar para o Brasil, inclusive durante a Olimpíada. Além disso, o aumento do valor do seguro também pode encarecer o valor das passagens. Outro reflexo é uma maior rigidez nos certificados internacionais exigidos por companhias brasileiras.

    De acordo com a Ifalpa, a associação teria feito, em dezembro, questionamentos sobre a situação à Secretaria de Aviação Civil, mas sem receber qualquer resposta. A entidade, portanto, optou pelo rebaixamento do espaço aéreo do país à categoria “criticamente deficiente”.

    A  Aeronáutica, contudo, afirmou que o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) desconhece os critérios usados pela Ifalpa para realizar a classificação, e que o espaço aéreo brasileiro seria considerado por um órgão da ONU como um dos quatro mais seguros do mundo. Ainda de acordo com a Aeronáutica, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes (Cenipa) possui um programa específico sobre o perigo provocado pelos balões, cultura difundida no Brasil. “A prática é considerada crime ambiental, sendo passível de multa e detenção pelos órgãos de segurança pública”.

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